SUSPEITO DE TRIPLO HOMICÍDIO É ENCONTRADO MORTO APÓS FORÇA-TAREFA NA ZONA RURAL DE AUTAZES
Chega ao fim a caçada ao "Monstro de Autazes" com morte do suspeito de ter cometido o triplo assassinato.
Uma operação integrada das forças de segurança resultou na localização do principal suspeito de um triplo homicídio ocorrido na comunidade do Taquara, zona rural de Autazes, no Amazonas. A ação foi registrada na sexta-feira (24), por volta das 14h, após dias de buscas intensas na região.
De acordo com o relatório do 9º Grupamento de Polícia Militar (GPM) de Autazes, o suspeito, identificado como Lucas da Silva, de 35 anos, era apontado como autor das mortes de Alyni Pinheiro Barbosa, de 24 anos, Ítalo Davi Pinheiro das Neves, de 7 anos, e Ramon Santos das Neves, de 25 anos.
Após a confirmação do crime, foi montada uma força-tarefa integrada com efetivos da Polícia Militar, Polícia Civil e Guarda Civil Municipal de Autazes, sob o comando do capitão Tiago Ribeiro. As equipes iniciaram uma operação de busca e captura na região do Lago do Taquara, área de difícil acesso e com extensa cobertura de mata.
Durante as diligências, realizadas com o apoio de mateiros da região, foram encontrados diversos vestígios que indicavam a presença do suspeito, incluindo sinais de que ele teria retornado ao local do crime para se alimentar, além de locais onde teria pernoitado e restos de fogueiras na mata.
Na progressão em área de mata fechada, os agentes localizaram pertences atribuídos ao suspeito, como sandália, camisa, isqueiro e porções de entorpecentes, o que reforçou a confirmação de que ele ainda estava na região. Em determinado momento, houve contato visual com o homem, que, segundo a polícia, reagiu portando um terçado. Diante da ameaça à integridade da equipe, foram efetuados disparos, mas o suspeito conseguiu fugir, dando continuidade à fuga pela mata.
As buscas seguiram de forma ininterrupta, avançando pela noite até a madrugada. Já no terceiro dia da operação, em 24 de abril, novas equipes foram deslocadas da sede de Autazes, com reforço especializado vindo da capital, incluindo unidades do Comando de Policiamento Especializado (CPE), Canil e Grupamento Aéreo (GRAER).
Por volta das 15h, o cão policial “Buriti”, especializado em busca e captura, localizou um rastro em meio à mata fechada, distante do local do crime. Durante as buscas na área indicada, os policiais encontraram uma fogueira com pedaços de borracha e um terçado, evidenciando a recente presença do suspeito.
Seguindo o faro do cão, as equipes chegaram a um ponto de mata densa, onde localizaram Lucas da Silva já sem vida. As circunstâncias da morte não foram detalhadas no relatório.

Após a localização, foram adotadas as medidas necessárias para a remoção do corpo, que foi encaminhado ao Hospital Deodato de Miranda Leão, em Autazes, e apresentado à autoridade policial para os procedimentos legais.
Durante a operação, foram apreendidos um terçado, um isqueiro, um recipiente plástico com restos de combustível e quatro porções de entorpecentes.
O caso foi encaminhado ao 39º Distrito Integrado de Polícia (DIP), responsável pela continuidade das investigações, que seguem para esclarecer todos os detalhes e circunstâncias do crime. Informações sobre possíveis antecedentes do suspeito ainda estão em levantamento pelas autoridades.

ENTENDA O CASO
Um triplo homicídio registrado na comunidade do Taquara, em Autazes, na manhã desta quarta-feira (22), causou forte comoção entre os moradores e mobilizou forças de segurança na região. De acordo com as informações da Polícia Militar, Lucas Silva, de 35 anos, foi apontado como autor do ataque ocorrido dentro da residência das vítimas.
Segundo a apuração, o homem teria invadido o imóvel pertencente à família de seu ex-cunhado e atacado três pessoas com uma arma branca. Morreram no local Ramon Santos das Neves, Alyni Pinheiro e o filho do casal, Ítalo Davi, de 7 anos.


As investigações também esclareceram que o suspeito não mantinha relacionamento com Alyni, como se cogitou inicialmente. O vínculo dele com a família era por meio de Ramon, já que Lucas havia sido casado com a irmã da vítima. Essa mulher foi conduzida para averiguação, enquanto a polícia buscava entender a motivação do crime.
De acordo com familiares, uma possível motivação para o crime estaria relacionada a um desentendimento anterior. Eles relataram que Ramon teria tomado conhecimento de agressões cometidas por Lucas contra sua irmã e, ao tentar defendê-la, acabou entrando em conflito com o suspeito.
Familiares também informaram que outras duas crianças estavam dormindo na residência no momento do ataque e não foram atingidas, possivelmente porque o suspeito não percebeu a presença delas no local.

O comandante do 9° GPM de Autazes, Tiago Ribeiro, relatou que, assim que as forças de segurança tomaram conhecimento do crime, foi realizada uma ação conjunta envolvendo a Polícia Militar, a Polícia Civil e a Guarda Civil Municipal. Segundo ele, a operação também contou com reforço vindo da capital, por meio da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (ROCAM).
Ainda de acordo com o comandante, as diligências começaram logo nas primeiras horas do dia, com o deslocamento das equipes até a comunidade no Lago do Taquara, uma área de difícil acesso, alcançada por via fluvial em aproximadamente três horas a partir da sede do município.
Ao chegarem ao local, as equipes constataram a veracidade dos fatos. O suspeito já se encontrava foragido. Os corpos foram liberados para remoção até a sede de Autazes, onde passaram pelos procedimentos necessários. As equipes também realizaram buscas na região com o objetivo de localizar e capturar o infrator.
Equipes realizaram buscas na região, incluindo áreas de mata, na tentativa de localizar o suspeito, que seguiu foragido por dois dias. O caso continuou sob investigação e gerou apreensão na comunidade, que aguardava por respostas e pela prisão do responsável.
As investigações seguiram em andamento e novas informações continuaram sendo apuradas. Apesar de relatos iniciais desencontrados divulgados por alguns portais de notícias, aos poucos, com o apoio de familiares e moradores da comunidade, os dados foram sendo confirmados e organizados pelas autoridades.










